a luta continua! a luta continua! a luta continua! a luta continua! a luta continua! /§(o_o)§\

sábado, 14 de março de 2009

canções heróicas
canções de HOJE...

Não fiques para trás, ó companheiro!!!



domingo, 18 de janeiro de 2009

José Carlos Ary dos Santos
porque POESIA é VIDA POR ESCRITO
porque POESIA é O NÉCTAR, O ESSENCIAL
porque POESIA é O ORGASMO DOS NOSSOS ACTOS


Poeta castrado não!

Serei tudo o que disserem
por inveja ou negação:
cabeçudo
dromedário

fogueira de exibição
teorema
corolário

poema de mão em mão
lãzudo
publicitário
malabarista
cabrão.
Serei tudo o que disserem:
Poeta castrado não!


Os que entendem como eu

as linhas com que me escrevo

reconhecem o que é meu
em tudo quanto lhes devo:
ternura, como já disse, sempre que faço um poema
saudade, que se partisse, me alagaria de pena
e também uma alegria, uma coragem serena
em renegar a poesia
quando ela nos envenena.

Os que entendem como eu,
a força que tem um verso
reconhecem o que é seu, quando lhes mostro o reverso:
Da fome, já não se fala

é tão vulgar que nos cansa
mas
que dizer de uma bala
num esqueleto de criança?
Do frio, não reza a história
a morte é branda e letal
mas
que dizer da memória
de uma bomba de napalm?
E o resto: que pode ser o poema dia a dia?
Um bisturi a crescer
nas coxas de uma judia
um filho que vai nascer parido por asfixia?!
Ah não me venham dizer
que é fonética a poesia!

Serei tudo o que disserem
por temor ou negação:
Demagogo
mau profeta
falso médico
ladrão
prostituta
proxeneta

espoleta
televisão.

Serei tudo o que disserem:

Poeta castrado não!



Foi há 25 anos que nos deixou
mas, continua SEMPRE PRESENTE!

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

LA POESIA
ES UN ARMA
CARGADA DE FUTURO

Com todo o carinho, homenageando [Paco Ibáñez]
na sua [passagem por Portugal]




La POESIA es un arma cargada de futuro

Cuando ya nada se espera personalmente exaltante,
más se palpita y se sigue más acá de la consciencia,
fieramente existiendo, ciegamente afirmando,
como un pulso que golpea las tinieblas,
que golpea las tinieblas.

Cuando se miran de frente
los vertiginosos ojos claros de la muerte,
se dicen las verdades;
las bárbaras, terribles, amorosas crueldades,
amorosas crueldades.

Poesía para el pobre, poesía necesaria
como el pan de cada día,
como el aire que exigimos trece veces por minuto
para ser y tanto somos, dar un sí que glorifica,
dar un sí que glorifica.

Porque vivimos a golpes, porque apenas si nos dejan
decir que somos quien somos,
nuestros cantares no pueden ser sin pecado un adorno,
Estamos tocando el fondo,
estamos tocando el fondo.

Maldigo la poesía concebida como un lujo
cultural para los neutrales
que lavándose las manos, se desentienden y evaden.
Maldigo la poesía de quien no ha tomado partido,
partido hasta mancharse.

Hago mías las faltas.
Siento en mi a cuantos sufren y canto respirando.
Canto y canto y cantando más allá de mis penas
de mis penas personales,
me ensancho, me ensancho.
(...)

No es una poesía gota a gota pensada,
No es un bello producto. No es un fruto perfecto
es lo más necesario: lo que no tiene nombre.

Son gritos en el cielo, y en la tierra son actos.

Porque vivimos a golpes, porque apenas si nos dejen
decir que somos quien somos,
nuestros cantares no pueden ser sin pecado un adorno
Estamos tocando el fondo,
- - - ->>>>> Seguimos tocando el fondo!!!!

Gabriel Celaya, Paco Ibáñez




A galopar - Paco Ibáñez y Rafael Alberti


quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

VERDADES
QUE NÃO PODEMOS
QUE NÃO DEVEMOS SILENCIAR

vale a pena ver este interessante e longo vídeo.

Podemos vê-lo em tamanho grande.
Dada a sua extensão, também poderemos pausar várias vezes...





é preciso acordar
é tempo de todos abrirmos bem os olhos!!!

sábado, 2 de agosto de 2008

José Afonso - SEMPRE!!



domingo, 11 de maio de 2008

domingo, 27 de abril de 2008

* a partir do "26" de Abril
o cravo vermelho ao peito, a muitos fica bem.....



Cravo vermelho ao Peito

Cravo Vermelho ao peito
A muitos fica bem
Sobretudo faz jeito
A certos filhos da Mãe

Não importa quem eles eram
Não importa quem eles são
Nem todo o mal que fizeram
Mas sempre a bem da Nação

E chegado o dia novo
Chegada a bendita hora
Vestiram uma pele de povo
Ficou-lhes o rabo de fora

E aquele adminstrador
Promovido a democrata
Sempre exaltou o suor

Também veio o fura greves
Lacaio dos senhores de então
Pois pode bem ser que às vezes
Se arranje um novo patrão

E os cultores da sapiência
Intelectuais de alto nível
Tranquilizando a consciência
O mais à esquerda possível

José Barata Moura

sexta-feira, 25 de abril de 2008

* aconteceu há 34 anos



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* porque hoje é dia de aniversário

dar miminhos aos cantores de Abril
é uma oportunidade imperdível

Manuel Freire



quinta-feira, 24 de abril de 2008

* 25 de Abril, SEMPRE!!!!







Para aprenderes a letra da canção:

domingo, 20 de abril de 2008

terça-feira, 1 de abril de 2008

* o tempo factura em silêncio...



Pára mundo!
Pára e escuta.

Abre bem os olhos

porque
este momento
é SUBLIME:




Felizmente que para escrevermos não precisamos de voz.... pois esta faltar-me-ia se tivesse de dizer o que agora sinto, embora as lágrimas também atrapalhem um pouco....


momento ÚNICO!
Pedro, obrigada por mais esta forte emoção.

se poesia é vida por escrito
se essa vida consegue ser cantada
eu sei
que só tu sabes
cantá-la
melhor que ninguém.

minha vénia
pela tua maturidade

Um beijo
da mulher que habita em mim...


sábado, 29 de março de 2008

VOZES de ABRIL
25 de Abril - SEMPRE!!!

VOZES05
uma por dia :)
e... hoje, quem canta??

"barca em chão de lama"

para ouvir, basta clicar na setinha...

da ilha p`ra que rumo
não há qualquer registo
mas diz que viver lá
é MUITO mais que isto!!...

VOZES de ABRIL
25 de Abril - SEMPRE!!!


uma por dia :)
e... hoje, quem canta??

Cantos d`OXALÁ: duas versões do mesmo tema

basta clicar na setinha

e vem o vento e dá
e vem a sorte e tira
são cantos d'OXALÁ

lutando com a mentira

sexta-feira, 28 de março de 2008

VOZES de ABRIL
25 de Abril - SEMPRE!!!

uma por dia :)
e... hoje, quem canta??



basta clicar na setinha...
CANTAREI

Vivi povo e multidão
sofri ventos sofri mares
passei sede e solidão
muitos lugares
sofri países sem jeito
p'r'ó meu jeito de cantar
mordi penas no meu peito
e ouvi braços a gritar

e depois vivi o tempo
em que o tempo não chegava
para se dizer o tanto
que há tanto tempo se calava

vivi explosões de alegria
fiz-me andarilho a cantar
cantei noite cantei dia
canções do meu inventar

cantarei cantarei
à chuva ao sol ao vento ao mar
seara em movimento
ondulante, sem parar

Hoje resta-me este braço
de guitarra portuguesa
que nunca perde o seu espaço
e a sua beleza
hoje restam-me os abraços

nesta pátria viajada
dos que moram mesmo longe
a tantos dias de jornada

dos que fazem Portugal
no trabalho dia a dia
e me dão alma e razão
nesta porfia

por isso invento caminhos
mais cantigas viajantes
e sinto música nos dedos
com a mesma força de antes
cantarei cantarei
à chuva ao sol ao vento ao mar
seara em movimento
ondulante, sem parar

quinta-feira, 27 de março de 2008

# 128 - 25 de ABRIL
SEMPRE!!!!!!


A Associação 25 de Abril decidiu organizar um concerto de homenagem a várias vozes de Abril. É uma ideia bonita.

A RTP interessou-se pelo espectáculo e se tudo correr como previsto, vai passá-lo no Canal 1, em horário nobre, no dia 25 de Abril.

Aqui fica o programa com o "pequeno" elenco que parece já estar confirmado.

(Sei que haverá bilhetes à venda nos locais habituais, mas não sei pormenores)


Coliseu de Lisboa - 4 de Abril 2008 - 21:30H


INTÉRPRETES: Brigada Victor Jara, Carlos Alberto Moniz, Carlos Carranca, Carlos Mendes, Couple Coffee, Ermelinda Duarte, Erva de Cheiro, Estudantina de Lisboa, Fernando Tordo, Francisco Fanhais, Haja Saúde, Helena Vieira e Coro Infanto-Juvenil, Jacinta, João Afonso, José Barata Moura, José Jorge Letria, José Mário Branco, Lua Extravagante (Vitorino, Janita Salomé, Carlos Salomé, Filipa Pais), Lúcia Moniz, Luís Goes, Luiza Basto e João Fernando, Manuel Freire, Maria do Amparo, Pedro Barroso, Raul Solnado, Samuel, Tino Flores, Waldemar Bastos.

PARTICIPAÇÃO ESPECIAL: Patxi Andion.

POESIA: Joaquim Pessoa, José Fanha, Manuel Alegre, Maria Barroso.

CORPO DE BAILE: Coreografado por Marco de Camillis.

PARTICIPAÇÃO TEATRAL: A Barraca ( Autor e Encenador Hélder Costa).

CORAL ALENTEJANO: "Os Alentejanos" da Damaia e "Grupo da Liga de Amigos de S. Domingos" de Sacavém.

GUITARRRA E VIOLA: João Alvarez e Durval Moreirinhas.

BANDAS: Exército, Força Aérea, Marinha.

BANDA MUSICAL: Dirigida por Carlos Alberto Moniz.

APRESENTADORES: Júlio Isidro e Sílvia Alberto.


informação via [ o nosso querido cantigueiro :)] + [ aqui ] [ aqui ] [ aqui ] ...


sábado, 8 de março de 2008

# 126 - É hoje!!! também lá estarei!


Firmes na sua vontade
com coragem e determinação
muitas mulheres portuguesas
PROFESSORAS
marcarão presença
HOJE

na incomparável
MARCHA DA INDIGNAÇÃO

# 126 - * O DIA DA MULHER APENAS EXISTE
PARA QUE DEIXE DE SER PRECISO
EXISTIR O DIA DA MULHER

MULHER

A mulher não é só casa
mulher-loiça, mulher-cama
ela é também mulher-asa,
mulher-força, mulher-chama

E é preciso dizer
dessa antiga condição
a mulher soube trazer
a cabeça e o coração

Trouxe a fábrica ao seu lar
e ordenado à cozinha
e impôs a trabalhar
a razão que sempre tinha

Trabalho não só de parto
mas também de construção
para um filho crescer farto
para um filho crescer são

A posse vai-se acabar
no tempo da liberdade
o que importa é saber estar
juntos em pé de igualdade

Desde que as coisas se tornem
naquilo que a gente quer
é igual dizer meu homem
ou dizer minha mulher

José Carlos Ary dos Santos