a luta continua! a luta continua! a luta continua! a luta continua! a luta continua! /§(o_o)§\

domingo, 27 de abril de 2008

* a partir do "26" de Abril
o cravo vermelho ao peito, a muitos fica bem.....



Cravo vermelho ao Peito

Cravo Vermelho ao peito
A muitos fica bem
Sobretudo faz jeito
A certos filhos da Mãe

Não importa quem eles eram
Não importa quem eles são
Nem todo o mal que fizeram
Mas sempre a bem da Nação

E chegado o dia novo
Chegada a bendita hora
Vestiram uma pele de povo
Ficou-lhes o rabo de fora

E aquele adminstrador
Promovido a democrata
Sempre exaltou o suor

Também veio o fura greves
Lacaio dos senhores de então
Pois pode bem ser que às vezes
Se arranje um novo patrão

E os cultores da sapiência
Intelectuais de alto nível
Tranquilizando a consciência
O mais à esquerda possível

José Barata Moura

sexta-feira, 25 de abril de 2008

* aconteceu há 34 anos



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* porque hoje é dia de aniversário

dar miminhos aos cantores de Abril
é uma oportunidade imperdível

Manuel Freire



quinta-feira, 24 de abril de 2008

* 25 de Abril, SEMPRE!!!!







Para aprenderes a letra da canção:

domingo, 20 de abril de 2008

terça-feira, 1 de abril de 2008

* o tempo factura em silêncio...



Pára mundo!
Pára e escuta.

Abre bem os olhos

porque
este momento
é SUBLIME:




Felizmente que para escrevermos não precisamos de voz.... pois esta faltar-me-ia se tivesse de dizer o que agora sinto, embora as lágrimas também atrapalhem um pouco....


momento ÚNICO!
Pedro, obrigada por mais esta forte emoção.

se poesia é vida por escrito
se essa vida consegue ser cantada
eu sei
que só tu sabes
cantá-la
melhor que ninguém.

minha vénia
pela tua maturidade

Um beijo
da mulher que habita em mim...


sábado, 29 de março de 2008

VOZES de ABRIL
25 de Abril - SEMPRE!!!

VOZES05
uma por dia :)
e... hoje, quem canta??

"barca em chão de lama"

para ouvir, basta clicar na setinha...

da ilha p`ra que rumo
não há qualquer registo
mas diz que viver lá
é MUITO mais que isto!!...

VOZES de ABRIL
25 de Abril - SEMPRE!!!


uma por dia :)
e... hoje, quem canta??

Cantos d`OXALÁ: duas versões do mesmo tema

basta clicar na setinha

e vem o vento e dá
e vem a sorte e tira
são cantos d'OXALÁ

lutando com a mentira

sexta-feira, 28 de março de 2008

VOZES de ABRIL
25 de Abril - SEMPRE!!!

uma por dia :)
e... hoje, quem canta??



basta clicar na setinha...
CANTAREI

Vivi povo e multidão
sofri ventos sofri mares
passei sede e solidão
muitos lugares
sofri países sem jeito
p'r'ó meu jeito de cantar
mordi penas no meu peito
e ouvi braços a gritar

e depois vivi o tempo
em que o tempo não chegava
para se dizer o tanto
que há tanto tempo se calava

vivi explosões de alegria
fiz-me andarilho a cantar
cantei noite cantei dia
canções do meu inventar

cantarei cantarei
à chuva ao sol ao vento ao mar
seara em movimento
ondulante, sem parar

Hoje resta-me este braço
de guitarra portuguesa
que nunca perde o seu espaço
e a sua beleza
hoje restam-me os abraços

nesta pátria viajada
dos que moram mesmo longe
a tantos dias de jornada

dos que fazem Portugal
no trabalho dia a dia
e me dão alma e razão
nesta porfia

por isso invento caminhos
mais cantigas viajantes
e sinto música nos dedos
com a mesma força de antes
cantarei cantarei
à chuva ao sol ao vento ao mar
seara em movimento
ondulante, sem parar

quinta-feira, 27 de março de 2008

# 128 - 25 de ABRIL
SEMPRE!!!!!!


A Associação 25 de Abril decidiu organizar um concerto de homenagem a várias vozes de Abril. É uma ideia bonita.

A RTP interessou-se pelo espectáculo e se tudo correr como previsto, vai passá-lo no Canal 1, em horário nobre, no dia 25 de Abril.

Aqui fica o programa com o "pequeno" elenco que parece já estar confirmado.

(Sei que haverá bilhetes à venda nos locais habituais, mas não sei pormenores)


Coliseu de Lisboa - 4 de Abril 2008 - 21:30H


INTÉRPRETES: Brigada Victor Jara, Carlos Alberto Moniz, Carlos Carranca, Carlos Mendes, Couple Coffee, Ermelinda Duarte, Erva de Cheiro, Estudantina de Lisboa, Fernando Tordo, Francisco Fanhais, Haja Saúde, Helena Vieira e Coro Infanto-Juvenil, Jacinta, João Afonso, José Barata Moura, José Jorge Letria, José Mário Branco, Lua Extravagante (Vitorino, Janita Salomé, Carlos Salomé, Filipa Pais), Lúcia Moniz, Luís Goes, Luiza Basto e João Fernando, Manuel Freire, Maria do Amparo, Pedro Barroso, Raul Solnado, Samuel, Tino Flores, Waldemar Bastos.

PARTICIPAÇÃO ESPECIAL: Patxi Andion.

POESIA: Joaquim Pessoa, José Fanha, Manuel Alegre, Maria Barroso.

CORPO DE BAILE: Coreografado por Marco de Camillis.

PARTICIPAÇÃO TEATRAL: A Barraca ( Autor e Encenador Hélder Costa).

CORAL ALENTEJANO: "Os Alentejanos" da Damaia e "Grupo da Liga de Amigos de S. Domingos" de Sacavém.

GUITARRRA E VIOLA: João Alvarez e Durval Moreirinhas.

BANDAS: Exército, Força Aérea, Marinha.

BANDA MUSICAL: Dirigida por Carlos Alberto Moniz.

APRESENTADORES: Júlio Isidro e Sílvia Alberto.


informação via [ o nosso querido cantigueiro :)] + [ aqui ] [ aqui ] [ aqui ] ...


sábado, 8 de março de 2008

# 126 - É hoje!!! também lá estarei!


Firmes na sua vontade
com coragem e determinação
muitas mulheres portuguesas
PROFESSORAS
marcarão presença
HOJE

na incomparável
MARCHA DA INDIGNAÇÃO

# 126 - * O DIA DA MULHER APENAS EXISTE
PARA QUE DEIXE DE SER PRECISO
EXISTIR O DIA DA MULHER

MULHER

A mulher não é só casa
mulher-loiça, mulher-cama
ela é também mulher-asa,
mulher-força, mulher-chama

E é preciso dizer
dessa antiga condição
a mulher soube trazer
a cabeça e o coração

Trouxe a fábrica ao seu lar
e ordenado à cozinha
e impôs a trabalhar
a razão que sempre tinha

Trabalho não só de parto
mas também de construção
para um filho crescer farto
para um filho crescer são

A posse vai-se acabar
no tempo da liberdade
o que importa é saber estar
juntos em pé de igualdade

Desde que as coisas se tornem
naquilo que a gente quer
é igual dizer meu homem
ou dizer minha mulher

José Carlos Ary dos Santos

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

# 125 - professorado de luto
EM LUTA!!!!

Do Marquês até ao Paço
seremos uma só voz.
Sonora onda, gigante o laço
feito com o corpo de TODOS nós

Vem daí no dia oito
quer sejas professor ou não.
Todos não seremos demais
na MARCHA da INDIGNAÇÃO!!


vem amigo
por essa estrada
AMIGO...VEEMMMM!!!!

marcha03


vem amigo
por essa estrada
amigo... VEEMM...
se alguém houver que não queira
trá-lo contigo, também...
vem amigo
amigo VEEEEMMMMM!!!!!!

sábado, 12 de janeiro de 2008

# 124 - "peixes" autistas... :(

pregar aos "peixes" ou... fritá-los às postinhas??!!!!


quando os "peixinhos" teimam em ser... "cegos" e "surdos"...
quando se deixam asfixiar por falta de água...

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

# 122 - ASSINA e DIVULGA



Referendo02


Se este assunto te suscita dúvidas, mas, desejas esclarecê-las,
então, clica neste [link]

para assinares, clica sobre a seguinte imagem:

referendo votação

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

# 123- obrigada, SAMUEL, o nosso cantigueiro :)

Visitando o Samuel, e o seu cantigueiro
Outra voz de Abril que a comunicação social silenciou...

domingo, 23 de dezembro de 2007

# 121- natal dos simples

***************
Em 29 de Janeiro de 1983 realizou-se o espectáculo no Coliseu, encontrando-se
José Afonso já em dificuldades, devido ao seu estado de saúde....

recordando o "Natal dos simples":


José Afonso - Ao Vivo no Coliseu (parte 4/12)
Natal dos Simples

Vamos cantar as janeiras
Vamos cantar as janeiras
Por esses quintais adentro vamos
Às raparigas solteiras

Vamos cantar orvalhadas
Vamos cantar orvalhadas
Por esses quintais adentro vamos
Às raparigas casadas

Vira o vento e muda a sorte
Vira o vento e muda a sorte
Por aqueles olivais perdidos
Foi-se embora o vento norte

Muita neve cai na serra
Muita neve cai na serra
Só se lembra dos caminhos velhos
Quem tem saudades da terra

Quem tem a candeia acesa
Quem tem a candeia acesa
Rabanadas pão e vinho novo
Matava a fome à pobreza

Já nos cansa esta lonjura
Já nos cansa esta lonjura
Só se lembra dos caminhos velhos
Quem anda à noite à ventura

José (Zeca) Afonso

Como refrão, geralmente é cantado um descontraído:

panparara piri
panparara piri
panpanpanpan...

que traduzindo era igual a:

vão parar à pide
vão parar à pide
vão, vão, vão, vão....

sábado, 22 de dezembro de 2007

# 120 - vela de natal... adoptei-a, faz algum tempo...
a minha vénia ao seu autor...

sem azevinho nem bolinhas brilhantes...
há muito que não encontrava uma imagem
tão repleta de significado.

trabalho premiado - Myung-Lae Nan - Coreia do Sul

# 119 - NATAL??!!!!
mas... QUAL NATAL???!!!

Porque subscrevo na totalidade,
faço ECO de quem assim escreveu...
recusando-me a pactuar
com a... hipocrisia natalícia!


Crónica de um Natal impossível
Por Pedro Barroso

HOJE NÃO ME APETECE Natal.
Não acredito na bondade por decreto.
Não me deslumbro com as luzes e os sinos tocando aleluias de alegria.
Acho tudo isso uma treta de consumo. E, num país sem dinheiro, nem o consumo pode circular no excesso destemperado da saison.
Porque não havendo um, não pode existir o outro. E o povo, sem poder de compra, assiste ao sonho compensatório e impraticável de quebrar fronteiras em Schengens distantes.
E compra castanhas assadas em discutido embrulhamento, nas tais controversas folhas da lista amarela, como tradição.
É pouca e controlada felicidade. Farinhenta vida, a do adorador de sonhos.
Fraca alegria para a capital da Europa, ao que parece, supostamente passando por aqui. Tratados de Lisboa. Êxitos imensos. Glória in excelsis.
Pois. É pena. Porque só não temos é dinheiro para cantar.
Este é, seguramente, dos Natais mais pobres de sempre dos últimos anos para o Povo português. Com salários a diminuírem, pensões insignificantes, ajuda nos medicamentos a baixar, prestações das casas a subir desenfreadamente todos os meses, desemprego alarmante.
E contudo estamos de parabéns. Brilhantes acordos Europeus. Bravo.
Podemos circular de Tallin a Lisboa, sem parar em nenhuma fronteira. Schengen alargou. Quase deixou de ser necessário o velho passaporte. Meu querido companheiro de viagem, meu cúmplice de fugas e secretos desvios de percurso, meu medidor de mim, numa juventude que foi – a medo, mas foi – viajante e transgressiva.
Hoje podemos celebrar Natais – para quem neles acredite – com Pais do dito cujo vindos directamente da Noruega sem passaporte. Renas incluídas, se estiverem vacinadas, supõe-se. ASAE oblige. Um escândalo.

Não me vejo aqui. Amigos, acreditem: - não sei onde pertenço.
O facto é que, contudo, também não me vejo em mais parte alguma. Com efeito, a praia tropical, sinceramente - que alguns amigos praticam como fuga compulsiva a uma época de convívio familiar por obrigação - também não me seduz por aí além.
Dezembro é bonito com neve e frio. Com lareira e aconchego. Sou europeu daqui, deste lado do tempo e do mar. Desta gente marinheira e montanheira. Deste cheiro a sardinha assada no Verão. Dos cavalos lusitanos. Do bacalhau com grão. Da paixão de Florbela e da angústia existencial de Vergilio. O Ferreira, claro, meu querido professor.
Queime-se, pois, a cavaca e o chambaril. Demos as mãos na noite de angústia e saboreemos a nossa pequenez contente. Misturemos leite e farinha e façamos os coscorões da ilusão. Cortemos no açúcar, que está caro. E troquemos de pequenas prendas com um sorriso quase conformado.
E disfarcemos a tristeza.
Eu não devia escrever isto. Porque é suposto estar alegre.
Mas andam-me a roubar, aos poucos, um outro País maior. Onde foi palavra, e gesto, e esperança e teve significado o verbo acreditar.
Como sobreviver, pois, ao Natal de Sócrates, após estes anos de deslize em perda do poder de compra, sob o mais hipócrita sorriso de alegrias marginais de foro europeu, que nos aportam nada?
Que me interessa que me ofereçam viagem sem fronteiras até à Estónia, se o povo tem de contar os tostões para ir visitar a velhota que está lá, no frio, afinal aqui tão perto? Numa lareira acesa, sozinha, algures, numa qualquer casa perdida, lá para a Guarda, Arganil, Bragança, Mértola, Mação, Melgaço?
E quantas vezes é um telefonema meigamente mentiroso que vai ter de disfarçar a mágoa secreta da impotência?
Ah! Meu velho passaporte de partir!... Vou passar a consoada dos outros, ricos e pobres, contigo no meu peito.
Leva-me longe daqui e que eu não volte.
Ou volte sempre, que o meu viajar é eterno em tuas mãos. E eu amo-te tanto como a vida que não tenho, o sonho inacabado do Império adiado e adormecido de coisas superiores que habita em mim.
E dá-me os longes todos que encontrares, que eu vou gostar.
E não preciso de aviões, nem renas, nem Schengens abertos para circular no sonho. Nem no Mundo.
Mas noutro. Feito de homens melhores, e duma total e absoluta felicidade.
Que este fede. E assim não há poema.
Quanto mais Natal.

Este texto foi roubado no SORUMBÁTICO