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sábado, 2 de agosto de 2008

José Afonso - SEMPRE!!



domingo, 23 de dezembro de 2007

# 121- natal dos simples

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Em 29 de Janeiro de 1983 realizou-se o espectáculo no Coliseu, encontrando-se
José Afonso já em dificuldades, devido ao seu estado de saúde....

recordando o "Natal dos simples":


José Afonso - Ao Vivo no Coliseu (parte 4/12)
Natal dos Simples

Vamos cantar as janeiras
Vamos cantar as janeiras
Por esses quintais adentro vamos
Às raparigas solteiras

Vamos cantar orvalhadas
Vamos cantar orvalhadas
Por esses quintais adentro vamos
Às raparigas casadas

Vira o vento e muda a sorte
Vira o vento e muda a sorte
Por aqueles olivais perdidos
Foi-se embora o vento norte

Muita neve cai na serra
Muita neve cai na serra
Só se lembra dos caminhos velhos
Quem tem saudades da terra

Quem tem a candeia acesa
Quem tem a candeia acesa
Rabanadas pão e vinho novo
Matava a fome à pobreza

Já nos cansa esta lonjura
Já nos cansa esta lonjura
Só se lembra dos caminhos velhos
Quem anda à noite à ventura

José (Zeca) Afonso

Como refrão, geralmente é cantado um descontraído:

panparara piri
panparara piri
panpanpanpan...

que traduzindo era igual a:

vão parar à pide
vão parar à pide
vão, vão, vão, vão....

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

# 77 - eu vou ser como a toupeira

1972- recurso à metáfora...fundamental para a mensagem passar e sobreviver...



Eu vou ser como a toupeira
Que esburaca
Penitência, diz a hidra
Quando à seca
Eu vou ser como a jibóia
Que atormenta
Não há luz que não se veja
Da charneca

E não me digas que agora
Estás à espera
Penitência diz a hidra
Quando à seca
E se te enfias na toca
És como ela

Quero-me à minha vontade
Não na tua
Ó hidra, diz-me a verdade
Nua e crua
Mais vale dar numa sarjeta
Que na mão
De quem nos inveja a vida
E tira o pão

terça-feira, 25 de setembro de 2007

# 74 - os bravos



Os bravos

Eu fui à terra do bravo
Bravo meu bem
Para ver se embravecia
Cada vez fiquei mais manso
Bravo meu bem
Para a tua companhia

Eu fui à terra do bravo
Bravo meu bem
Com o meu vestido vermelho
O que eu vi de lá mais bravo
Bravo meu bem
Foi um mansinho coelho

As ondas do mar são brancas
Bravo meu bem
E no meio amarelas
Coitadinho de quem nasce
Bravo meu bem
P'ra morrer no meio delas

popular açoreano

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

# 73 - balada do Outono

domingo, 23 de setembro de 2007

# 72 - canção longe....

( ... ... ... )



(Popular açoriana/José Afonso)

Ó meu bem se tu te fores
Como dizem que te vais
Deixa-me o teu nome escrito
Numa pedrinha do cais

Quando o mê mano se foi
Sete lenços alaguei
mai la manga da camisa
e dizem que não chorei

Meu amor vem sobre as ondas
Meu amor vem sobre o mar
Ai quem me dera morrer
Nas águas do teu olhar

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

# 65 - Em final de Verão
cantando prodigios da Natureza...

Em tempo de Natureza perfumada
ou da terra a transpirar sangue
a canção que me embala...

Ó minha amora madura



certamente retirada da canção popular:

Ó minha amora madura,
quem foi que te amadurou?
Ó minha amora madura,
quem foi que te amadurou?

Foi o sol e a geada
e o calor que ela apanhou!
Foi o sol e a geada
e o calor que ela apanhou!

E o calor que ela apanhou,
debaixo da silveirinha,
E o calor que ela apanhou,
debaixo da silveirinha,

Ó minha amora madura,
minha amora madurinha,
Ó minha amora madura,
minha amora madurinha.

domingo, 16 de setembro de 2007

# 64 - regressando...

Fui à beira do mar...




Fui à beira do mar
Ver a que lá havia
Ouvi uma voz cantar
Que ao lange me dizia

Ó cantador alegre
que é da tua alegria??
tens tanto para andar
e a noite... está tão fria...

Desde então a lavrar
No meu peito a Alegria
Ouço alguém a bradar
Aproveita que é dia

Sentei-me a descansar
Enquanto amanhecia
Entre o céu e o mar
Uma proa rompia

Desde então a bater
No meu peito em segredo
Sinto uma voz dizer
- Teima, teima sem medo!!!

terça-feira, 17 de julho de 2007

# 15 - de madrugada, é assim.....
SEMPRE à procura da manhã clara...

Situamo-nos no 24 de Abril...

À semelhança das parábolas e das fábulas
poética, subtil, astuta, habilidosa,
a escrita com recurso à metáfora, era prática necessária.
Dominar a sua arte era tão importante como trabalhar na clandestinidade.
A canção era uma das faces visíveis da actividade clandestina.
Era mensageira. Engenho e arte para conseguir passar essa mensagem,
era privilégio de alguns, apenas.
A canção tinha uma função pedagógica junto de quem a escutava...
A canção era fonte
era alimento do ânimo colectivo.

Para os que acreditam na madrugada como promessa de um novo dia,
este bálsamo, continua reconfortante, em cada "noite" do presente...



Somos filhos da madrugada
Pelas praias do mar nos vamos
À procura de quem nos traga
Verde oliva de flor no ramo
Navegamos de vaga em vaga
Não soubemos de dor nem mágoa
Pelas praias do mar nos vamos
À procura da manhã clara

Lá do cimo duma montanha
Acendemos uma fogueira
Para não se apagar a chama
Que da vida na noite inteira
Mensageira pomba chamada
Companheira da madrugada
Quando a noite vier que venha
Lá do cimo duma montanha

Onde o vento cortou amarras
Largaremos pela noite fora
Onde há sempre uma boa estrela
Noite e dia ao romper da aurora
Vira a proa minha galera
Que a vitória já não espera
Fresca brisa, moira encantada
Vira a proa da minha barca

quinta-feira, 12 de julho de 2007

# 7 - vejam bem...

que óptima companhia
para pensar
nesta calma noite de Julho...
quanta saudade!!....




Vejam bem
Que não há
Só gaivotas
Em terra
Quando um homem
Se põe
A pensar

Quem lá vem
Dorme à noite
Ao relento
Na areia
Dorme à noite
Ao relento
Do mar

E se houver
Uma praça
De gente
Madura
E uma estátua
De febre
A arder

Anda alguém
Pela noite de breu
À procura
E não há
Quem lhe queira
Valer

Vejam bem
Daquele homem
A fraca
Figura

Desbravando
Os caminhos
Do pão

E se houver
Uma praça
De gente
Madura
Ninguém vai
Levantá-lo
Do chão

Vejam bem
Que não há
Só gaivotas
Em terra
Quando um homem
Se põe
A pensar

Quem lá vem
Dorme à noite
Ao relento de areia
Dorme à noite
ao relento do mar