a luta continua! a luta continua! a luta continua! a luta continua! a luta continua! /§(o_o)§\

sábado, 13 de outubro de 2007

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

#104- Adriano Correia de OLiveira - SEMPRE PRESENTE

Em tempos de guerra colonial
choravam-se assim

os filhos amados
os namorados desejados
os maridos ausentes...

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

#103-Adriano Correia de Oliveira - SEMPRE PRESENTE

Porque podemos chorar a cantar
em tempos de guerra colonial
com tristeza, lágrimas e nó na garganta
cantava-se assim:

cantava-se assim:

Pedro soldado

Já lá vai Pedro soldado

Num barco da nossa armada
E leva o nome bordado
Num saco cheio de nada
Triste vai Pedro soldado

Branca rola não faz ninho
Nas agulhas do pinheiro
Não é Pedro marinheiro
Nem o mar é seu caminho

Nem anda a branca gaivota
Pescando peixes em terra
Nem é de Pedro essa rota
Dos barcos que vão à guerra

Onde não anda ceifando
Já o campo se faz verde
E em cada hora se perde
Cada hora que demora
Pedro no mar navegando

Não é Pedro pescador
Nem no mar vindimador
Nem soldado vindimando
Verde vinha vindimada
Triste vai Pedro soldado

Intérprete: Adriano Correia de Oliveira
Música: Adriano Correia de Oliveira
Letra: Manuel Alegre

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

# 102- Adriano Correia de Oliveira - SEMRE PRESENTE

"gente daqui e de agora": o senhor morgado...

# 101 - até os próprios... se riram... :)
e eu também!!


slideshow divertido
baseado nas fotos SUGESTIVAS :) encontradas
[aqui]

terça-feira, 9 de outubro de 2007

# 100 - Adriano Correia Oliveira - SEMPRE PRESENTE

GENTE daqui e de agora...
Adriano cantando António Aleixo




história do quadrilheiro Manuel Domingos Louzeiro

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

domingo, 7 de outubro de 2007

# 98 - 25 de Abril, SEMPRE!!!

porque os sindicatos
são indispensáveis à

DEMOCRACIA:


LUTA
FOTO [DAQUI]

# 97 - Adriano Correia de Oliveira - SEMPRE PRESENTE

canção da Beira Baixa

como é bonito e diversificado o folclore português!
O Adriano também o valorizou....

sábado, 6 de outubro de 2007

# 96 - Adriano Correia de Oliveira - SEMPRE PRESENTE

ao partir
partem tão tristes, os tristes...






Senhora, partem tão tristes
meus olhos por vós, meu bem,
que nunca tão tristes vistes
outros nenhuns por ninguém.

Tão tristes, tão saudosos,
tão doentes da partida,
tão cansados, tão chorosos,
da morte mais desejosos
cem mil vezes que da vida.
Partem tão tristes, os tristes,
tão fora de esperar bem
que nunca tão tristes vistes
outros nenhuns por ninguém.

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

# 85 - dia do professor

A ESCOLA
sozinha
jamais modificará sociedades
jamais "salvará" um país!

A pedagogia do sucesso
assenta apenas
nos pilares seguros
sólidos e firmes
de uma comunidade feliz
EQUILIBRADA
com a vidinha organizada
devidamente estruturada
com disponibilidades
para participar
para colaborar
para se "dar"
para AMAR as suas crianças
o país e o mundo...

a ESCOLA
actuando isolada
é apenas uma insignificante gotinha
dispersa
ineficaz
para saciar as diferentes sedes
de qualquer sociedade.

Do muito que está mal no nosso país
há culpados
são vivos
actuais
e reais de carne e osso
mas como não conseguem equacionar esta verdade
( porque também são maus na matemática)
optam por fazer dos professores
da ESCOLA
os culpados de tudo
os seus bodes expiatórios...

Estou cansada
desencantada
decepcionada
infeliz...
A minha profissão violenta-me
em cada dia
em cada ano que passa!

Mª Irene - professora em final de carreira

# 84 - mais vale....

mais vale.....pois claro!!!


Mais vale ser um cão raivoso
do que um carneiro
a dizer que sim ao pastor
o dia inteiro
e a dar-lhe da lã e da carne e da vida
e do traseiro
mais vale ser diferente do carneiro
um cão raivoso que sabe onde ferra
olhos atentos e patas na terra.

(Coro):
Viva, viva o cão raivoso
tem o pêlo eriçado
seu dente é guloso
e o seu faro ajustado
Cão raivoso, cão raivoso, cuidado.

Mais vale ser um cão raivoso
que um caranguejo
que avança e recua e depois
solta um bocejo
e que quando fala só se houve a garganta
no gargarejo
mais vale não ser como o caranguejo
um cão raivoso que sabe onde ferra
olhos atentos e patas na terra.

(Coro)

Mais vale ser um cão raivoso
que uma sardinha
metida, entalada na lata
educadinha
pronta a ser comida, engolida, digerida
e cagadinha
Mais vale ser diferente da sardinha
um cão raivoso que sabe onde ferra
ferra fascistas e chama-lhe um figo
olhos atentos e patas na terra.

(Coro)

Mais vale ser um cão raivoso
dentes à mostra
estar sempre pronto a morder
e a dar resposta
a toda e qualquer podridão escondida
dentro da crosta
dentro da crosta das belas ideias
gato escondido de rabo de fora
dentro da crosta das belas ideias
gato escondido de rabo de fora.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

terça-feira, 2 de outubro de 2007

# 82 - Adriano Correia de Oliveira - SEMPRE PRESENTE

Adriano, o homem culto
que disponibilizava o seu saber
ao serviço do despertar de consciências
fazendo da canção
UM ALERTA
para os problemas reais da época

Ainda a emigração:
quem troca o certo pelo incerto
motivos há-de ter...

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

# 81 - Adriano Correia de Oliveira - SEMPRE PRESENTE

Esta foi das primeiras canções de intervenção que ouvi na minha juventude.
A minha irmã mais velha explicou-me que o Adriano dizia Galiza, porque na altura, não convinha dizer... Portugal...


Tempos de emigração
em terras de emigração

"quem troca o certo pelo incerto
motivos há-de ter!...."



Este parte, aquele parte
e todos, todos se vão.
Galiza, ficas sem homens
que possam cortar teu pão

Tens em troca, órfãos e órfãs
tens campos de solidão
tens mães que não têm filhos
filhos que não têm pai.

Coração, que tens e sofre
longas ausências mortais
viúvas de vivos mortos
que ninguém consolará.

domingo, 30 de setembro de 2007

sábado, 29 de setembro de 2007

# 79 - elegia...

O vento desfolha a tarde
Como a dor desfolha o peito...


sexta-feira, 28 de setembro de 2007

# 78 - mandei-lhe uma carta...

hummm.... :)

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

# 77 - eu vou ser como a toupeira

1972- recurso à metáfora...fundamental para a mensagem passar e sobreviver...



Eu vou ser como a toupeira
Que esburaca
Penitência, diz a hidra
Quando à seca
Eu vou ser como a jibóia
Que atormenta
Não há luz que não se veja
Da charneca

E não me digas que agora
Estás à espera
Penitência diz a hidra
Quando à seca
E se te enfias na toca
És como ela

Quero-me à minha vontade
Não na tua
Ó hidra, diz-me a verdade
Nua e crua
Mais vale dar numa sarjeta
Que na mão
De quem nos inveja a vida
E tira o pão

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

# 76 - ó meu irmão tão breve...
nunca mais acenderás no meu o teu cigarro...

a vida dissipa-se

.....................como o fumo do cigarro...

e os mortos amados

.....................
batem à porta do poema...

poucos cantaram a morte

dum modo tão belo...

a emoção é contagiante
eternamente comovente
eternamente ÍMPAR...



Canção com lágrimas...


Eu canto para ti um mês de giestas
Um mês de morte e crescimento ó meu amigo
Como um cristal partindo-se plangente
No fundo da memória perturbada

Eu canto para ti um mês onde começa a mágoa
E um coração poisado sobre a tua ausência
Eu canto um mês com lágrimas e sol o grave mês
Em que os mortos amados batem à porta do poema

Porque tu me disseste quem me dera em Lisboa
Quem me dera em Maio depois morreste
Com Lisboa tão longe ó meu irmão tão breve
Que nunca mais acenderás no meu o teu cigarro

Eu canto para ti Lisboa à tua espera
Teu nome escrito com ternura sobre as águas
E o teu retrato em cada rua onde não passas
Trazendo no sorriso a flor do mês de Maio

Porque tu me disseste quem em dera em Maio
Porque te vi morrer eu canto para ti
Lisboa e o sol Lisboa com lágrimas
Lisboa à tua espera ó meu irmão tão breve
Eu canto para ti Lisboa à tua espera...