quarta-feira, 10 de outubro de 2007
terça-feira, 9 de outubro de 2007
# 100 - Adriano Correia Oliveira - SEMPRE PRESENTE
GENTE daqui e de agora...
Adriano cantando António Aleixo
história do quadrilheiro Manuel Domingos Louzeiro
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segunda-feira, 8 de outubro de 2007
# 99 - Adriano Correia de Oliveira - SEMPRE PRESENTE
LIRA...
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domingo, 7 de outubro de 2007
# 98 - 25 de Abril, SEMPRE!!!
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# 97 - Adriano Correia de Oliveira - SEMPRE PRESENTE
canção da Beira Baixa
como é bonito e diversificado o folclore português!
O Adriano também o valorizou....
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sábado, 6 de outubro de 2007
# 96 - Adriano Correia de Oliveira - SEMPRE PRESENTE
ao partir
partem tão tristes, os tristes...
Senhora, partem tão tristes
meus olhos por vós, meu bem,
que nunca tão tristes vistes
outros nenhuns por ninguém.
Tão tristes, tão saudosos,
tão doentes da partida,
tão cansados, tão chorosos,
da morte mais desejosos
cem mil vezes que da vida.
Partem tão tristes, os tristes,
tão fora de esperar bem
que nunca tão tristes vistes
outros nenhuns por ninguém.
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sexta-feira, 5 de outubro de 2007
# 85 - dia do professor
sozinha
jamais modificará sociedades
jamais "salvará" um país!
A pedagogia do sucesso
assenta apenas
nos pilares seguros
sólidos e firmes
de uma comunidade feliz
EQUILIBRADA
com a vidinha organizada
devidamente estruturada
com disponibilidades
para participar
para colaborar
para se "dar"
para AMAR as suas crianças
o país e o mundo...
a ESCOLA
actuando isolada
é apenas uma insignificante gotinha
dispersa
ineficaz
para saciar as diferentes sedes
de qualquer sociedade.
Do muito que está mal no nosso país
há culpados
são vivos
actuais
e reais de carne e osso
mas como não conseguem equacionar esta verdade
( porque também são maus na matemática)
optam por fazer dos professores
da ESCOLA
os culpados de tudo
os seus bodes expiatórios...
Estou cansada
desencantada
decepcionada
infeliz...
A minha profissão violenta-me
em cada dia
em cada ano que passa!
Mª Irene - professora em final de carreira
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# 84 - mais vale....
mais vale.....pois claro!!!
Mais vale ser um cão raivoso
do que um carneiro
a dizer que sim ao pastor
o dia inteiro
e a dar-lhe da lã e da carne e da vida
e do traseiro
mais vale ser diferente do carneiro
um cão raivoso que sabe onde ferra
olhos atentos e patas na terra.
(Coro):
Viva, viva o cão raivoso
tem o pêlo eriçado
seu dente é guloso
e o seu faro ajustado
Cão raivoso, cão raivoso, cuidado.
Mais vale ser um cão raivoso
que um caranguejo
que avança e recua e depois
solta um bocejo
e que quando fala só se houve a garganta
no gargarejo
mais vale não ser como o caranguejo
um cão raivoso que sabe onde ferra
olhos atentos e patas na terra.
(Coro)
Mais vale ser um cão raivoso
que uma sardinha
metida, entalada na lata
educadinha
pronta a ser comida, engolida, digerida
e cagadinha
Mais vale ser diferente da sardinha
um cão raivoso que sabe onde ferra
ferra fascistas e chama-lhe um figo
olhos atentos e patas na terra.
(Coro)
Mais vale ser um cão raivoso
dentes à mostra
estar sempre pronto a morder
e a dar resposta
a toda e qualquer podridão escondida
dentro da crosta
dentro da crosta das belas ideias
gato escondido de rabo de fora
dentro da crosta das belas ideias
gato escondido de rabo de fora.
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quarta-feira, 3 de outubro de 2007
# 83 - Adriano Correia de Oliveira - SEMPRE PRESENTE
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terça-feira, 2 de outubro de 2007
# 82 - Adriano Correia de Oliveira - SEMPRE PRESENTE
Adriano, o homem culto
que disponibilizava o seu saber
ao serviço do despertar de consciências
fazendo da canção
UM ALERTA
para os problemas reais da época
Ainda a emigração:
quem troca o certo pelo incerto
motivos há-de ter...
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segunda-feira, 1 de outubro de 2007
# 81 - Adriano Correia de Oliveira - SEMPRE PRESENTE
Esta foi das primeiras canções de intervenção que ouvi na minha juventude.
A minha irmã mais velha explicou-me que o Adriano dizia Galiza, porque na altura, não convinha dizer... Portugal...
Tempos de emigração
em terras de emigração
"quem troca o certo pelo incerto
motivos há-de ter!...."
Este parte, aquele parte
e todos, todos se vão.
Galiza, ficas sem homens
que possam cortar teu pão
Tens em troca, órfãos e órfãs
tens campos de solidão
tens mães que não têm filhos
filhos que não têm pai.
Coração, que tens e sofre
longas ausências mortais
viúvas de vivos mortos
que ninguém consolará.
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domingo, 30 de setembro de 2007
# 80 - e alegre se fez triste...
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sábado, 29 de setembro de 2007
# 79 - elegia...
O vento desfolha a tarde
Como a dor desfolha o peito...
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sexta-feira, 28 de setembro de 2007
# 78 - mandei-lhe uma carta...
hummm.... :)
Publicada por maria_maia em 01:31 2 comentários
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quinta-feira, 27 de setembro de 2007
# 77 - eu vou ser como a toupeira
1972- recurso à metáfora...fundamental para a mensagem passar e sobreviver...
Eu vou ser como a toupeira
Que esburaca
Penitência, diz a hidra
Quando à seca
Eu vou ser como a jibóia
Que atormenta
Não há luz que não se veja
Da charneca
E não me digas que agora
Estás à espera
Penitência diz a hidra
Quando à seca
E se te enfias na toca
És como ela
Quero-me à minha vontade
Não na tua
Ó hidra, diz-me a verdade
Nua e crua
Mais vale dar numa sarjeta
Que na mão
De quem nos inveja a vida
E tira o pão
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quarta-feira, 26 de setembro de 2007
# 76 - ó meu irmão tão breve...
nunca mais acenderás no meu o teu cigarro...
a vida dissipa-se
e os mortos amados
.....................batem à porta do poema...
poucos cantaram a morte
dum modo tão belo...
a emoção é contagiante
eternamente comovente
eternamente ÍMPAR...
Canção com lágrimas...
Eu canto para ti um mês de giestas
Um mês de morte e crescimento ó meu amigo
Como um cristal partindo-se plangente
No fundo da memória perturbada
Eu canto para ti um mês onde começa a mágoa
E um coração poisado sobre a tua ausência
Eu canto um mês com lágrimas e sol o grave mês
Em que os mortos amados batem à porta do poema
Porque tu me disseste quem me dera em Lisboa
Quem me dera em Maio depois morreste
Com Lisboa tão longe ó meu irmão tão breve
Que nunca mais acenderás no meu o teu cigarro
Eu canto para ti Lisboa à tua espera
Teu nome escrito com ternura sobre as águas
E o teu retrato em cada rua onde não passas
Trazendo no sorriso a flor do mês de Maio
Porque tu me disseste quem em dera em Maio
Porque te vi morrer eu canto para ti
Lisboa e o sol Lisboa com lágrimas
Lisboa à tua espera ó meu irmão tão breve
Eu canto para ti Lisboa à tua espera...
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#75 - uma questão cultural
Abertura do comércio aos domingos de tarde e feriados
Se nas localidades houvesse mais espaços motivadores, organizados, acolhedores e confortáveis, dedicados à animação de actividades lúdico-recreativas-culturais, gratuitas ou a custos simbólicos
onde as pessoas pudessem conviver, aprender, divertir-se e ocupar os seus tempos livres
certamente que o redutor passeio domingueiro ao shopping, deixaria de ser motivação ... [ISTO], seria desnecessário e as grandes superfícies comerciais certamente ficariam às moscas aos domingos e feriados...
Enfim, por muitas voltas que se dê
vamos sempre bater ao mesmo
vamos sempre bater ao fundo da questão: EDUCAÇÃO e CULTURA, enfim, uma sociedade sadia e sabiamente estruturada, UM POVO FELIZ!
Publicada por maria_maia em 00:52 0 comentários
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terça-feira, 25 de setembro de 2007
# 74 - os bravos
Os bravos
Eu fui à terra do bravo
Bravo meu bem
Para ver se embravecia
Cada vez fiquei mais manso
Bravo meu bem
Para a tua companhia
Eu fui à terra do bravo
Bravo meu bem
Com o meu vestido vermelho
O que eu vi de lá mais bravo
Bravo meu bem
Foi um mansinho coelho
As ondas do mar são brancas
Bravo meu bem
E no meio amarelas
Coitadinho de quem nasce
Bravo meu bem
P'ra morrer no meio delas
popular açoreano
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segunda-feira, 24 de setembro de 2007
domingo, 23 de setembro de 2007
# 72 - canção longe....
( ... ... ... )
(Popular açoriana/José Afonso)
Ó meu bem se tu te fores
Como dizem que te vais
Deixa-me o teu nome escrito
Numa pedrinha do cais
Quando o mê mano se foi
Sete lenços alaguei
mai la manga da camisa
e dizem que não chorei
Meu amor vem sobre as ondas
Meu amor vem sobre o mar
Ai quem me dera morrer
Nas águas do teu olhar
Publicada por maria_maia em 10:38 0 comentários
Etiquetas: José Afonso
